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Morre Renato Vargas, cantor da série 'O som do barzinho'

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Morre Renato Vargas, cantor da série 'O som do barzinho'


♪ OBITUÁRIO – Ser caracterizado como um cantor de barzinho pode simbolizar ausência de status para muitos intérpretes.

Para o cantor e violonista carioca Renato Vargas (1955 – 2021), o rótulo foi o passaporte para o sucesso conquistado a partir de 1998, ano que foi escolhido pelos produtores João Augusto – diretor da então iniciante gravadora Deck – e Pepe para ser o cantor da série de discos O som do barzinho.

Após ronda por bares das cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), os produtores acreditaram no potencial do cantor que ouviram pela primeira vez no bar Domarius, no bairro de Copacabana, um dos epicentros da boemia carioca.

Naquele momento, a sorte sorriu para Renato Vargas, cantor que já estava em cena há quase 20 anos. A série de CDs O som do barzinho gerou cinco volumes editados de 1998 a 2001, conquistou Discos de Ouro e Discos de Platina – troféus da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) que, na época, certificavam vendas superiores a 100 mil cópias e a 250 mil cópias, respectivamente – e permitiu a Renato Vargas a construção de uma carreira fonográfica.

Tanto que Renato Vargas morreu na madrugada desta quinta-feira, 4 de março, aos 66 anos, vítima de câncer no pâncreas, associado ao Som do BarzinhoA morte foi confirmada pelos familiares do cantor no Instagram oficial do artista e foi lamentada pela gravadora Deck nas redes sociais da companhia fonográfica.

Pela Deck, o artista também gravou dois discos com sucessos (não autorais) do repertório de Roberto Carlos – As canções que o Rei cantou e As canções que o Rei cantou 2, CDs editados em 2001 e em 2002 – sem se desviar da fórmula acústica.

Receita rentável, aliás, que juntava em clima informal um cantor, um violão e sucessos da MPB que atravessam gerações, sendo cantados em bares, rodas e luaus. Foi o que Renato Vargas fez antes, durante e depois da fama, especialmente forte no norte e nordeste do Brasil, regiões onde arrastava pequenas multidões para as apresentações do cantor.

Com o violão que ganhou aos nove anos da mãe mineira, Marina, o cantor começou a se apresentar na noite aos 16 anos. No inicio da carreira, no alvorecer da década de 1970, Renato Vargas chegou a cruzar na noite com o então ainda desconhecido Djavan, de quem gravaria o samba Flor de lis (1976) no primeiro volume da série O som do barzinho, gravado ao vivo em 1998 na casa carioca de shows Hipódromo Up. A vida tem dessas coisas.


 

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