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Gal Costa é a verdadeira baiana em show com 'A história de Lily Braun' no roteiro atípico

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Gal Costa é a verdadeira baiana em show com 'A história de Lily Braun' no roteiro atípico


♪ Nenhuma das 18 músicas cantadas por Gal Costa no show apresentado na noite de sábado, 11 de setembro, dentro da 11ª edição da Virada sustentável, era inédita na voz da artista.

Contudo, o roteiro orquestrado pelo diretor do show, Marcus Preto, conseguiu soar inusitado, atípico, deleitando os seguidores da cantora que ocuparam 125 lugares da plateia do Teatro Sérgio Cardoso, na cidade de São Paulo (SP), e também os mais de 16 mil espectadores que assistiram à transmissão ao vivo da apresentação.

Somente o fato de o roteiro ter incluído A história de Lily Braun (1983) já legitimaria a apresentação feita por Gal com azeitado trio formado por André Lima (piano e teclado), Fábio Sá (baixo) e Vitor Cabral (bateria e percussão).

Intérprete original dessa composição de Edu Lobo e Chico Buarque, lançada em disco na gravação feita por Gal para a trilha sonora do espetáculo O grande circo místico (1983), A história de Lily Braun tinha sido cantada ao vivo pela artista somente em show feito com Edu Lobo, em 2000, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Esquecida desse dueto com Edu, Gal fez questão de frisar o ineditismo da canção em show ao fim do aplaudido número, ao qual se seguiu Último blues (Chico Buarque, 1985), música também surpreendente na voz da cantora.

Outras boas surpresas apareceram ao longo da apresentação. “Delícia de música”, como caracterizou a cantora com razão, Aquele frevo axé – canção de Cezar Mendes e Caetano Veloso que deu titulo ao álbum lançado por Gal em 1998 – foi uma delas.

Outra foi A verdadeira baiana, música do recorrente Caetano Veloso gravada por Gal no álbum Plural (1990), cantada no show também intitulado Plural (1990 / 1991) e desde então nunca mais revisitada pela cantora.

Alocada no roteiro entre os sambas Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944) e Vatapá (Dorival Caymmi, 1942), A verdadeira baiana evidenciou a firmeza da percussão de Vitor Cabral e confirmou Gal no posto de matriarca da moderna canção brasileira.

Prestes a completar 76 anos, em 26 de setembro, a artista se portou como a verdadeira baiana nesse show em que também cantou Açaí (Djavan, 1981), Acontece (Cartola, 1972) – samba-canção que se configurou como outra boa surpresa do roteiro – e Esotérico (Gilberto Gil, 1976), entre outras músicas, cujas letras geralmente foram visivelmente acompanhadas por Gal no teleprompter.

Desde que entrou em cena, em 1964, Gal tem sido a verdadeira baiana que segue atrás do mais belo, às vezes indo em direção ao futuro, outras vezes – como na apresentação da Virada sustentável – ajustando o retrovisor para ecoar belezas esquecidas no passado de glória.

♪ Eis o roteiro seguido por Gal Costa em 11 de setembro de 2021 no show apresentado no Teatro Sérgio Cardoso, na cidade de São Paulo (SP), dentro da programação da 11º Virada sustentável :

1. Todo amor que houver nessa vida (Roberto Frejat e Cazuza, 1982) – Música gravada por Gal Costa em 1985 e 2006

2. Acontece (Cartola, 1972) – Música gravada por Gal Costa em 1974

3. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)

4. Luz do sol (Caetano Veloso, 1982)

5. Açaí (Djavan, 1981)

6. Aquele frevo axé (Cezar Mendes e Caetano Veloso, 1998)

♪ Eis o roteiro seguido por Gal Costa em 11 de setembro de 2021 no show apresentado no Teatro Sérgio Cardoso, na cidade de São Paulo (SP), dentro da programação da 11º Virada sustentável :

7. Meu bem, meu mal (Caetano Veloso, 1981)

8. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)

9. Último blues (Chico Buarque, 1985)

10. Folhetim (Chico Buarque, 1978)

11. Palavras no corpo (Silva e Omar Salomão, 2018)

12. Baby (Caetano Veloso, 1968)

13. Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944) – Música gravada por Gal Costa em 1970, 1971 e 1997

14. A verdadeira baiana (Caetano Veloso, 1990)

15. Vatapá (Dorival Caymmi, 1942) – Música gravada por Gal Costa em 1976

16. Barato total (Gilberto Gil, 1974)

17. Sorte (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1985)

Bis:

18. Brasil (Cazuza, George Israel e Nilo Romero, 1988)


 

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