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Lulu Santos hasteia a 'velha bandeira da vida' na estreia do show 'Alô, base!'


♪ Aviso aos navegantes: show transmitido ao vivo pela plataforma Globoplay, onde permanece disponível para ser visto gratuitamente.

♪ No momento em que o mundo já vislumbra novo começo de era, com a pandemia de covid-19 sendo progressivamente controlada com a vacinação em massa, poucos artistas do universo pop têm, como Lulu Santos, o poder de hastear em cena a velha bandeira da vida – como sinalizou em verso de A cura (1988), música composta em tempos idos, marcados por outra doença então mortal.

A cura foi uma das 31 músicas autorais do roteiro apresentado pelo cantor, compositor e guitarrista carioca na estreia da turnê nacional do show Alô, base! na noite de sábado, 9 de outubro. A estreia foi em teatro do Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do artista, mas com transmissão ao vivo para o Brasil e para os demais países conectados com a plataforma Globoplay.

Foram “40 anos em 130 minutos”, como resumiu Lulu em cena, com precisão, após cantar as duas músicas compostas por Nelson Motta, Tesouros da juventude e Areias escaldantes, que deram em 1981 o certeiro pontapé inicial na luminosa carreira solo do artista (a rigor, o cantor então denominado Luiz Maurício debutou solo em 1980 com single obscuro com as músicas Melô do amor e Gosto de batom).

O cenário do show Alô, base! é o mesmo do espetáculo anterior Pra sempre (2019). Cravejado de joias sempre modernas, o roteiro de hits também soou similar, somente embaralhando a ordem das músicas. Mas tudo soou novo de novo. Até pela presença do pequeno público presencial, posicionado com distanciamento e máscaras na plateia de teatro carioca.

“Há quanto tempo, né? Caramba, é emocionante! A gente acha que vai ser como sempre, mas não é.  muito emocionado de estar fazendo isso pela primeira vez em tanto tempo”, ressaltou o cantor.

Por “isso”, entenda-se fazer show calcado em sucessos eternos, revividos por Lulu com banda formada por virtuoses como o tecladista Hiroshi Mizutani e o baixista Jorge Ailton, músicos já habituados a dividir o palco com o cantor.

Poucos cantores e compositores do universo pop conseguem ficar duas horas em cena desfiando um roteiro inteiramente autoral formado com sucessos (a rigor, apenas uma música não teve a assinatura do compositor). Lulu conseguiu, mais uma vez.

Se os dotes do guitarrista ficaram mais evidenciados no número final, Casa (1986), a habilidade singular do compositor saltou aos ouvidos ao longo dos 130 minutos.

Ao cantar “outra vez a mesma história”, para citar o verso inicial de Aquilo (1999), uma das boas surpresas do roteiro, Lulu procurou reapresentar os hits com arranjos em geral alusivos às gravações originais de músicas como Um certo alguém (Lulu Santos e Ronaldo Bastos, 1983) e Tudo azul (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984), esta com a já corriqueira citação de Assaltaram a gramática (Lulu Santos e Waly Salomão, 1984), música gravada pelo grupo Paralamas do Sucesso com a adesão do autor.

Equilibrando o suingue black de músicas como o funk Condição (1986) – veículo para a exibição das habilidades do vocalista Robson Sá como dançarino – com o romantismo terno de canções como a resignada Apenas mais uma de amor (1992), Lulu manteve o pique do show, reiterando a comunhão com o público nos versos de Um pro outro (1986).

De novidades, houve duas músicas lançadas recentemente em singles que deram amostras de ainda inédito EP do cantor. Hit (2021) evoluiu bem em cadência evocativa do pop reggae. Já Inocentes (2021) teve a aspereza demasiadamente adocicada pelos vocais do Melim, trio convidado do cantor no show.

Além de jogar (muitas) confetes no anfitrião, o Melim permaneceu em cena para dividir com Lulu um segundo número, Cabelo de anjo (Diogo Melim, Rodrigo Melim e Vitor Tritom, 2020), canção gravada pelo trio com o cantor no ano passado. Além de se ajustar ao mel do Melim, Lulu tocou pandeirola no número.

Após a participação do trio, Lulu Santos voltou a enfileirar hits de modernidade já atemporal. Com foco no cancioneiro lançado nas décadas de 1980 e 1990, a obra de Lulu Santos vem atravessando gerações sem envelhecer. É por isso que o rei do pop nativo teve poder para hastear a velha bandeira da vida, anunciando novo começo de era ao voltar para a casa na estreia do show Alô, base!.

Lulu Santos na estreia da turnê do show 'Alô, base!' — Foto: Reprodução / Vídeo

Lulu Santos na estreia da turnê do show 'Alô, base!' — Foto: Reprodução / Vídeo

♪ Eis o roteiro seguido por Lulu Santos em 9 de outubro de 2021 na estreia da turnê nacional do show Alô, base! na cidade do Rio de Janeiro (RJ):

1. Tesouros da juventude (Lulu Santos e Nelson Motta, 1981)

2. Areias escaldantes (Lulu Santos e Nelson Motta, 1981)

3. Toda forma de amor (Lulu Santos, 1988)

4. Um certo alguém (Lulu Santos e Ronaldo Bastos, 1983)

5. O último romântico (Lulu Santos, Antonio Cicero e Sérgio Souza, 1984)


6. Tudo com você (Lulu Santos e Fausto Nilo, 1982)

7. Adivinha o quê (Lulu Santos, 1983)

8. Hit (Lulu Santos, 2021)

9. Tudo igual (Lulu Santos, 1994)

10. Condição (Lulu Santos, 1986)

11. Tudo bem (Lulu Santos, 1985)

12. A cura (Lulu Santos, 1988)

13. Apenas mais uma de amor (Lulu Santos, 1992)

14. Um pro outro (Lulu Santos, 1986)

15. Inocentes (Lulu Santos, 2021)

16. Cabelo de anjo (Diogo Melim, Rodrigo Melim e Vitor Tritom, 2020)

17. Vale de lágrimas (Lulu Santos, 2005)

18. Satisfação (Lulu Santos, 1988)

19. Aquilo (Lulu Santos, 1989)

20. Orgulho & preconceito (Lulu Santos, 2018)

21. Tudo azul (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984) – com citação de Assaltaram a gramática (Lulu Santos e Waly Salomão, 1984)

22. Sábado à noite (Lulu Santos, 1998)

23. Aviso aos navegantes (Lulu Santos, 1996)

24. Já é! (Lulu Santos, 2003)

25. Assim caminha a humanidade (Lulu Santos, 1994)

26. Certas coisas (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984)

27. Sereia (Lulu Santos e Nelson Motta, 1983)

28. De repente, Califórnia (Lulu Santos, 1981)

29. Como uma onda (Zen surfismo) (Lulu Santos e Nelson Motta, 1982)

30. Tempos modernos (Lulu Santos, 1982)

31. Casa (Lulu Santos, 1986)


 

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