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Evandro Mesquita, 'garoto carioca suingue sangue bom', chega aos 70 anos com discos à vista e espírito gregário


♪ ANÁLISE – Evandro Mesquita faz hoje 70 anos. Não parece e ninguém diz porque, além da aparência e da alma artística joviais, o cantor, compositor e ator parece encarnar o eterno garoto carioca suingue sangue bom nos discos, nos palcos e nas telas de cinema e TV. Mas é verdade.

Nascido em 19 de fevereiro de 1952, Evandro Nahid de Mesquita passa a integrar o clube dos setentões da música brasileira a partir de hoje.

Em cena como ator desde o início dos anos 1970, década em que foi revelado como integrante do elenco da primeira montagem brasileira do musical Hair e depois integrado à trupe teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone a partir de 1974, Evandro virou popstar há 40 anos.

Foi quando a banda que criou com estética pop evocativa das linguagens do rock e dos quadrinhos, a Blitz, estourou no verão carioca de 1982 e abriu as portas das gravadoras para o rock feito no país e mudou o curso da história da música brasileira (“O rock deu uma blitz na MPB”, gracejaria Gilberto Gil ao refletir sobre o movimento pop dos anos 1980).

Entre idas e vindas, a Blitz continua na ativa em 2022, com quatro discos à vista (um de inéditas, dois de regravações – um com hits e outro com lados B – e um outro com a banda interpretando músicas de vários compositores brasileiros).

E por falar em álbuns, a discografia solo de Evandro contabiliza quatro títulos – Evandro (1986), Planos aéreos (1988), Procedimento normal (1989) e Almanaque sexual dos eletrodomésticos e outros animais (1991) – lançados em breve período de cinco anos.

Esses quatro álbuns esboçaram carreira solo para o cantor que, talvez pelo espírito gregário de Evandro, logo foi interrompida. Evandro Mesquita parece ter vocação para o trabalho em grupo, seja em trupe teatral, em set de gravação de novela ou filme ou numa banda, ainda que ninguém duvide que é dele o espírito que anima a Blitz a seguir adiante nestes 40 anos de vida, celebrados no início deste mês de fevereiro em show no palco do Circo Voador, plataforma carioca que ajudou a alçar a banda carioca ao estrelato imediato.

Sozinho ou em grupo, Evandro parece beber da fonte da eterna juventude. Aos 70 anos, o artista dá a impressão de ter o mesmo espírito jovem e leve de 1982, quando, já com 30 anos, passou a transitar entre o céu e o inferno que regem a vida de um popstar.

Evandro driblou as egotrips, as pressões mercadológicas e seguiu adiante, permanecendo em cena fiel a si próprio, com a aparente leveza de um eterno garoto carioca que gosta de curtir uma praia e surfar nas ondas certas.

 

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