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Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda retomam 'Bossa negra' com maestria no single 'Fim do horizonte'


♪ Single com lançamento programado para 8 de abril de 2022

♪ Dois álbuns sobressaem na discografia de Diogo Nogueira, MunduÊ (2017) e sobretudo Bossa negra (2014), trabalho assinado pelo cantor e compositor carioca com o conterrâneo Hamilton de Holanda, ás do bandolim, com quem Diogo se harmonizara em 2009 em show feito sem ensaio, na base do improviso, em Miami (EUA).

Lançado há oito anos, o disco Bossa negra puxou a rede africana para explicitar afinidades entre samba e jazz em repertório de alta qualidade que destacou parcerias então inéditas dos artistas – como o magnético samba-título Bossa negra (Diogo Nogueira, Hamilton de Holanda e Marcos Portinari, 2014) – e músicas como  (Hamilton de Holanda e Thiago da Serrinha, 2014).

O álbum gerou show que, estreado em agosto de 2014 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), percorreu as principais capitais do Brasil em turnê que extrapolou as fronteiras nacionais, abarcando 16 países da Europa a partir de maio de 2015.

Foi ao fim da turnê europeia do show Bossa negra que Diogo e Hamilton compuseram Fim do horizonte, música até então inédita que, sete anos depois, aporta nos players digitais na próxima sexta-feira, 8 de abril, em single editado pela gravadora Biscoito Fino.

Música à altura do repertório do disco de 2014, Fim do horizonte marca a retomada do projeto Bossa negra, deixando no ar a possibilidade de um segundo álbum de Diogo com Hamilton. Parceria dos artistas com Seu Jorge e com o recorrente Marcos Portinari (empresário do bandolinista), Fim do horizonte está situada no mesmo universo praieiro da canção Até a volta (Hamilton de Holanda, Diogo Nogueira e Marcos Portinari, 2014), apresentada no álbum Bossa negra.

No caso, Fim do horizonte emerge no mar da Bahia ao retratar o jogo de sedução de marinheiro pescador para fisgar o amor de morena em cenário povoado por oferendas à orixá Iemanjá, camarão e abará.

Se a letra remete ao universo mítico do cancioneiro praieiro de Dorival Caymmi (1914 – 2018), a música evoca inevitavelmente a matricial obra conjunta de Baden Powell (1937 – 2000) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), mestres do gênero musical rotulado em 1966 como afro-samba.

Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda retomam duo que gerou o álbum 'Bossa negra' em 2014 — Foto: Nando Chagas / Divulgação

Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda retomam duo que gerou o álbum 'Bossa negra' em 2014 — Foto: Nando Chagas / Divulgação

A composição Fim do horizonte pode ser caracterizada como afro-samba embasado com a batida ancestral do jongo e, por isso mesmo, o toque do percussionista carioca Thiago da Serrinha – cujo nome artístico já embute as tradições do jongo cultivado no Morro da Serrinha, um dos berços do samba do Rio de Janeiro – resulta fundamental para a construção do universo sonoro do single também gravado com o toque do baixo de André Vasconcellos.

Tanto André Vasconcellos comoThiago da Serrinha tocaram no disco de 2014 que atestou a evolução de Diogo Nogueira como cantor, progresso hoje já notório e reiterado no single Fim do horizonte entre os adornos do bandolim que expõe a bossa negra de Hamilton.

Resumindo, Fim do horizonte é single com o mesmo poder aliciador do álbum Bossa negra e, em vez de encerrar o ciclo do disco, bem poderia representar o início de novo tempo na afinada parceria de Diogo Nogueira com Hamilton de Holanda.

Capa do álbum 'Bossa negra', de 2014 — Foto: Divulgação

Capa do álbum 'Bossa negra', de 2014 — Foto: Divulgação

 

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