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Clementina de Jesus, a mãe das vozes do Brasil


Se a África é o berço da música do mundo, Clementina de Jesus da Silva (7 de fevereiro de 1901 – 19 de julho de 1987) é a mãe das vozes do Brasil.

Pois o canto de Quelé – como também era carinhosamente chamada essa cantora carioca revelada tardiamente em 1964, aos 63 anos, por iniciativa de Hermínio Bello de Carvalho – foi elo que reconectou o Brasil ao berço africano.

Por extensão, todo dia das mães é também dia de festejar Clementina de Jesus, partideira de alta estirpe que deu voz a curimas, jongos e sambas que chegaram aos ouvidos da cantora pela tradição oral.

Empregada doméstica até poder ganhar a vida como cantora, Clementina foi uma voz do Brasil que resiste, do país que insiste em viver e em cantar, mesmo corroído pela miséria cotidiana e pelos podres dos homens dos poderes.

Quando Clementina cantava temas de inspiração africana, como Benguelê (Pixinginha e Gastão Viana, 1946) e Yaô (Pixinguinha e Gastão Vianna, 1938), o Brasil se refletia no espelho, pleno de ancestralidade, com a cultura matricial do povo negro, ecoando a cultura da nação banto.

De todas as cantoras desse país de vozes femininas, as que vieram antes e as que surgiram depois, Clementina é a mãe eterna cuja voz reverbera na transversal do tempo. Portanto, hoje, 8 de maio, dia das mães, cabe repetir, é dia de celebrar Clementina de Jesus da Silva.


 

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